Ser mãe é algo que muda a vida de qualquer mulher. Uma coisa que percebi desde que Fernanda nasceu, há quatro anos, é que a maternidade me trouxe uma espécie de "superpoderes". Acho que isso acontece com todas as mães. Os nossos sentidos ficam extremamente mais apurados quando se tem um bebezinho para proteger e cuidar.

Um dos novos poderes é a visão além do alcance. Nada escapa aos olhos de uma mamãe atenta. Desde cada pelinho novo que nasce no cílio ou na sobrancelha do bebê até uma casquinha diferente. Qualquer pequena grande mudança é rapidamente identificada por uma visão de raio X.

Outra novo poder é a audição superapurada. Já desconfiava disso, mas tive a certeza na primeira vez que Fernanda dormiu no bercinho no quarto dela (antes ela dormia no carrinho ao lado da nossa cama). Eu sempre tive o sono pesado e morria de medo de não acordar se ela chorasse na madrugada. Eu não comprei babá eletrônica, pois os quartos são colados um ao outro. Logo na primeira noite, assim que Fernanda acordou e fez o primeiro "nhén" eu estava prontamente de pé ao lado dela.

Descobri ainda duas novas habilidades até então desconhecidas: malabarismo e equilibrismo. Numa das consultas no pediatra eu fui sozinha com a Fernanda. Enquanto eu dava o peito, a atendente me chamou para assinar o papel da consulta. E lá fui eu, arrumando o sutiã, com Nanda de um lado, bolsa do outro, paninho e mais alguma coisa. Ela sorriu e falou: "Mãe tem que se virar nos 30, não é?".

As mamães também ganham um sexto sentido afiado. A gente sempre sabe e sente o que a criança está precisando. Quando ela era bebê, eu podia deixá-la dormindo no carrinho na sala, por exemplo, em frente à televisão, e dar um pulinho para checar os e-mails ou preparar um lanche. Mas, de repente, parecia que vinha um anjinho e soprava no meu ouvido que ela havia acordado. Quando eu ia lá conferir: ela estava acordada. Situações como essa se repetem direto e acho que fazem parte dessa ligação mamãe-bebê.

Hoje, Fernanda tem quatro anos e essa relação só se fortaleceu. A cada novo dia descubro mais um dom que a maternidade me trouxe. E o maior deles é me fazer sentir uma mulher superpoderosa, completa e realizada por ser a mãe da Fernanda.

E você, mãe, concorda? Também desenvolveu algum “superpoder”? Conta para a gente!

Texto enviado por Patrícia de Paula, jornalista.  

A Infanti incentiva mães e pais a compartilharem suas histórias. As opiniões publicadas neste texto são pessoais e não necessariamente representam a visão da Infanti.